Ramble On - Led Zeppelin
Eu armado em Jimmy Page, para variar... Isto demorou algum tempo a fazer por causa dos overdubs e tal, mas tentei juntar tudo e acho que ate ficou decente... Enjoy!
(do mural do Facebook do Rodrigo)
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
A 2 de fevereiro ACO escreveu ...
RIO
ACIMA, SEM MOTOR
Conversas
e debates, edições e reedições, música, teatro, exposições e uma placa são,
nomeadamente, atos festivos previstos para a comemoração dos 500 anos da
Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Sem questionar a programação
delineada, julgamos, contudo, que a melhor forma de celebrar a efeméride seria,
nem mais, a abertura da livraria à hora de almoço, também até à meia-noite,
para que todos – sem estarmos sujeitos ao impensável horário 9-13 / 14-17 h –
possamos bem usufruir a “maior biblioteca universitária de todo o mundo
lusófono”. E já agora, quando parece não termos ambição para exigir a transformação
da atual penitenciária em grande Biblioteca e Museu da Língua Portuguesa, ao
menos que se alcance o concretizar da solução, sempre limitada, também adiada,
de aproveitamento de espaços das Físicas e das Químicas para arquivo morto.
Mesmo sabendo haver “outras prioridades”, sempre as mesmas, sempre de pendor
tecnológico.
Paulo
Júlio, ainda com um pouco de vergonha política na cara, decidiu, contrariando
os “princípios” do seu ministro, afastar-se do governo. Pena que Relvas, já que
não o antecedeu na atitude – e eram tantas as razões! – não tenha aproveitado a
oportunidade para lhe seguir as íntegras pisadas. Só lhe ficava bem e os
portugueses, fartos de repetidas trapalhadas, cansados das reiteradas agressões
ao poder local, ficariam gratos, muito gratos…
A
Câmara Municipal de Coimbra adjudicou amplo, indispensável e urgente conjunto
de obras de recuperação de pavimentos em diversas artérias da cidade, ainda, e
por fim – se não erro, ouço falar desses trabalhos pelo menos desde meados do
passado ano –, a correção da curva da Gouveia Monteiro, avenida de acesso aos
HUC construída seguramente com tanto de boa vontade quanto de inépcia técnica.
E assim, melhor do que nunca, tarde se endireita o que tão torto nasceu...
Por
falar em vias urbanas, a Mendes Siva é, para a Streetics, sítio da internet que
avalia a qualidade de vida em diferentes ruas, a mais interessante zona para
viver em Coimbra (lembrar-me eu, nomeadamente, das infindas críticas à
autorização de construção de grandes superfícies); e a Associação Académica de
Coimbra – mau grado tanto potencial, tanta juventude ainda tão desaproveitada,
desde logo quando olhamos o estado em que deixamos permaneça o estádio
soberbamente localizado na margem esquerda do Mondego – foi, representando a
Universidade, distinguida pela EUSA, em terceiro ano consecutivo, como a melhor
em desporto universitário na Europa.
O
Movimento Cívico que defende o Metro vai convidar deputados da Assembleia da
República e do Parlamento Europeu para visitarem as obras (paradas) do Ramal da
Lousã, enquanto terá deixado cair – ou, minimamente, decidido adiar – essa
ideia estranha de se constituir, parece uma fixação, em partido político; a
Figueira com Sabor a Mar anunciou seis festivais de peixe – que, esperamos,
sejam de facto “dos mais nobres da nossa costa”, e não, também da nossa costa,
de segunda escolha ou de tanques de aquacultura – designadamente do sável e da
lampreia, da sardinha, mariscos e caldeiradas; e, depois de Xavier Viegas,
professor universitário ligado à questão dos fogos florestais, foi agora – quem
se seguirá? – a vez do presidente da CCDRC, Pedro Saraiva, por igual docente da
UC, se mostrar surpreendido com as más condições do quartel dos Bombeiros
Voluntários de Coimbra: com tanto espanto, dou comigo a perguntar se estes
cidadãos, com percursos de vida tão notáveis e recheados de enormes
responsabilidades públicas, sabem, de facto, onde vivem…
António Cabral de Oliveira
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A 26 de janeiro ACO escreveu ...
RIO
ACIMA, SEM MOTOR
Algumas
individualidades de muito prestígio e muitas de algum valimento passam a
integrar (ainda) o (demasiado influente) corpo de personalidades externas
cooptadas pelo Conselho Geral da Universidade de Coimbra. Assim aquém de
expectativas legítimas, tudo, enfim, perante a plácida tranquilidade das
Escolas…
Vento
e chuva deixaram um rastro de destruição em Coimbra e região, com evidentes
estragos para muitos cidadãos, também para a comunidade que, logo após a
tormenta devastadora, se sentiu mais pobre nas, como tão bem disse Barbosa de
Melo, “coisas bonitas que se perderam”. Já bem pouco bonito foi o
aproveitamento político do líder socialista Pedro Coimbra, expresso em habitual
coluna de opinião, e que, estou absolutamente seguro, não é compartilhado pela
generalidade dos seus correligionários.
Um
brutal choque de comboios cerca de Alfarelos (felizmente, parece impossível,
sem danos de maior para os passageiros, mas com elevados prejuízos materiais),
testou, com resposta muito positiva – valha-nos ao menos essa certeza já que,
de todo, não entendo como pode acontecer um tal acidente – os meios de socorro
da região e a capacidade de mobilização dos hospitais. Pior foi o corte, ao
longo de três longos dias, da Linha do Norte, em ambos os sentidos, a evidenciar-nos,
também nesse aspeto, a importância do país dispor de uma (boa) alternativa
ferroviária através da Linha do Oeste. E ainda querem retirar, Deus os ajude,
os carris do ramal Figueira da Foz-Pampilhosa!...
O
Movimento Ideais do Centro, até me custa a acreditar, defende a dispersão de
ministérios um pouco por todo o país, género Finanças no Porto, Saúde em Évora,
Educação em Coimbra, Mar em Aveiro, Indústria em Leiria, Turismo em Faro,
Justiça em Bragança, ideia não absolutamente peregrina que, julgo, seria
disparate enorme e impossível, desde logo inviabilizador – se agora já é o que
é! – de indispensável coordenação governamental. Coisa diversa seria já, neste
tempo de comunicação imediata, a localização de instâncias como os Tribunais
Constitucional e de Contas, Provedorias e Institutos, nos cada vez mais
abandonados subúrbios, como recentemente alguém lhe chamava, da
centralizadíssima Lisboa. Entretanto, aí muito bem, o MIC promoveu em Miranda
do Corvo – teremos de esperar para ver no que a iniciativa de Jaime Ramos vai
dar – o primeiro Encontro Nacional de Movimentos Cívicos.
Cumprindo,
sempre prazenteiramente, tradição anual, lá me desloquei à “Capital Universal
da Chanfana” para degustar … um belo arroz de bucho! De facto, desculpa Jaime,
e ao contrário da família, não aprecio (não posso dizer não gosto, antes que
minha Mãe, em favor das boas maneiras, me aplique antigo corretivo) o tão
cantado “Manjar dos Deuses” – que tamanho exagero para uma simples carne de
cabra, ainda por cima de preferência velha, cozida em vinho –, mas estimo, isso
sim, e muito, o excelente trabalho feito, ao longo de tantos anos, em favor de
Poiares. Entretanto, celebrando outra das nossas iguarias gastronómicas,
Penacova declarou aberta, fazem o favor, senhoras e senhores, a época da
lampreia.
A
Região Centro é a única candidata portuguesa ao galardão de Região Europeia de
Referência para o Envelhecimento Ativo e Saudável, projecto que visa melhorar a
qualidade de vida dos idosos e garantir a sustentabilidade do sistema de saúde;
a ANAI – Universidade do Tempo Livre, bem a propósito, inaugurou novas
instalações na Pedro Monteiro – um dia destes, por fim, prometem, com boas
protecções nos passeios sobre a Sereia –, assim ganhando em acessibilidade;
Coimbra quer acolher os EUSA Games 2016 (o maior evento multidesportivo de
estudantes do ensino superior da Europa) para o que necessita ter recuperado,
naturalmente pela administração central, o seu estádio universitário; João de
Deus Ramos, antigo embaixador especialmente dedicado às relações com o Oriente,
venceu o prestigiado Prémio Universidade de Coimbra; Ricardo Morgado, empossado
como presidente reeleito da AAC, garantiu, com graça, que, embora sem ter nada
contra ele, será, mais experiente e preparado, melhor que o anterior no serviço
à academia; e, depois de Manuel Machado, pelo PS, João Paulo Barbosa de Melo é,
oficialmente, o candidato do PSD à Câmara de Coimbra.
António Cabral de Oliveira
A 19 de janeiro ACO escreveu ...
RIO
ACIMA, SEM MOTOR
A
CCDRC vai passar das atuais12 para sete NUT III, assim procurando “robustecer”
as suas sub-regiões (se o são, por que cargas de água, façamo-nos de ingénuos,
se quer chamar aos territórios do Mondego e do Vouga de Região de Coimbra e
Região de Aveiro) tendo em vista otimizar a massa crítica nestas terras longe
do Terreiro do Paço. Tudo, apesar das perdas e danos, com a anuência da maioria
dos presidentes de Câmara, quase veneradores e obrigados, vergados pela força
dos dinheiros públicos que o governo quer ratear por aquelas novas
“administrações” da “província”.
Cláudia
Tenório é a apresentadora do programa Rede Vida Visita, que esteve em Coimbra –
cidade “cheia de charme” de que confessava “estar apaixonada” – para mostrar,
no país irmão, uma realidade que muitos, cá dentro (já que estamos a falar
também de turismo) pretendem, pelo menos, escamotear. Com imagens feitas em
dias chuvosos que não fixaram (para além da beleza de sempre) a luz que a
envolve em dias mais claros, este foi, apesar dos pequenos erros, um bom
serviço que, substantivamente, naquele registo de entusiamo e calor que lhes
são próprios, o canal católico brasileiro prestou – disse Cláudia, comigo
concordante –, a “uma das três cidades mais importantes de Portugal”. A ver, a
rever e a viver, no YouTube…
A
edilidade coimbrã aprovou, por saudável unanimidade, a abertura de todas as
reuniões camarárias à comunicação social, uma medida que, após anos de
interregno, se saúda muito vivamente. Recordando os anos, distantes, em que,
por iniciativa de Santos Martins, o executivo do Eng. Moreira tomava essa
decisão, então única no país, de fazer acompanhar as deliberações autárquicas
por aqueles que têm a função inalienável de fazer mais forte a democracia,
importa, agora, neste tempo de assim renovada transparência, que os
jornalistas, todos, saibam estar à altura das ainda maiores responsabilidades
que nos endossam.
O
Movimento Ideais do Centro, até me custa a acreditar, defende a disseminação de
ministérios um pouco por todo o país, género Finanças no Porto, Saúde em Évora,
Educação em Coimbra, Mar em Aveiro, Indústria em Leiria, Turismo em Faro,
Justiça em Bragança, ideia não absolutamente peregrina que, julgo, seria
disparate enorme e impossível, desde logo inviabilizador – se agora já é o que
é! – de indispensável coordenação governamental. Coisa diversa seria já, neste
tempo de comunicação imediata, a localização de instâncias como os Tribunais
Constitucional e de Contas, Provedorias e Institutos, nos cada vez mais abandonados
subúrbios, como recentemente alguém lhe chamava, da centralizadíssima Lisboa.
Entretanto, aí muito bem, o MIC promoveu em Miranda do Corvo – teremos de
esperar para ver no que a iniciativa de Jaime Ramos vai dar – o primeiro
Encontro Nacional de Movimentos Cívicos.
Sem
que de tal se tivesse sequer apercebido, Miguel Júdice teve mais um convidado
para a abertura do restaurante Loggia – belo nome, Ana Alcoforado –, no
renovado Machado de Castro, já que levei comigo, interiorizado, o Prof. Mário
Mendes, para, finalmente, ver aberto, rasgado sobre os telhados da Alta que nos
conduzem o olhar até à Sé Velha, não “O Archeiro” que sonhou concretizar quando
fosse Magnífico Reitor das Escolas (que a morte, inopinada, não permitiu),
antes uma unidade muito digna, com serviço simples mas (não gosto, contudo, ao
jantar, dos guardanapos de papel nem das garrafas na mesa), com certeza,
exigente, a honrar a chancela Quinta das Lágrimas, e que, apostando num
conceito de partilha – o repasto inaugurador esteve perfeito nos manjares, também
nos vinhos da Idealdrinks – se vai constituir, não duvido, para além de apoio
indispensável ao museu, em nova âncora na qualificação daquele magnífico espaço
urbano.
A
Universidade de Coimbra e a Comissão de Coordenação estão, leio atónito, a
delinear em conjunto a apresentação de uma candidatura a fundos comunitários
para a instalação do Tribunal Universitário Judicial Europeu no Colégio da
Trindade. Como é possível, meu Deus, depois de tantos, tantos e tantos anos,
que estejamos, ainda, em fase tão incipiente de um processo que, nesta altura,
deveria estar a necessitar de obras não de construção mas de remodelação!
Enfim, Coimbra, a Universidade…
Enquanto,
à falta de melhor, se fazia luzido estardalhaço com o simples lançamento de um
número da sempre belíssima Rua Larga dedicado à Candidatura da Universidade a
Património da Humanidade, a revista C, esperemos que sem outras repercussões na
nossa imprensa, acabou, naturalmente. Crises de ideias amplas ou de resistência
editorial …em tempo de crise generalizada, que levou, também, na cultura, o
Teatro de Gil Vicente a ajustar (gosto do eufemismo) preços com alargamento de
descontos, certíssimo, a desempregados.
António Cabral de Oliveira
domingo, 20 de janeiro de 2013
A 12 de janeiro ACO escreveu ...
RIO
ACIMA, SEM MOTOR
Ter
notícia – e agora, que se anuncia um fim de semana especialmente frio – de que,
em Coimbra, são já 600 os sem-abrigo, quando de memória retínhamos um valor de
poucas centenas de indivíduos, provoca-me um enorme mal-estar, perplexidade,
preocupação. Porque o crescimento é, em muito curto espaço de tempo,
verdadeiramente assustador. E se, comunitariamente, ao nível da cidade, temos
de continuar a encontrar respostas para assim contribuirmos para o minorar da
questão – fica aqui o meu reconhecimento para todos aqueles que se empenham, a
cada noite, nessa missão altruísta – é ao governo, nem mais, que devemos exigir
soluções sustentadas para bem se enfrentar tamanho problema social.
O
Diretor Regional de Economia do Centro, Francisco Braga, demitiu-se por razões
que não quis especificar. Será que não conseguiu entender-se com essa ideia
peregrina – ao que obriga a política, a caça ao voto! – da bicefalia da DRE
entre Coimbra, de onde nunca devia ter saído, e Aveiro?
Agora
que as autoestradas estão desertas (não sou eu que o digo, antes é uma
constatação generalizada quando se atenta nas quebras de tráfego, também nas A8
e A17), não será tempo de o governo rever a sua política ferroviária,
nomeadamente no que respeita à Linha do Oeste, que deverá ligar diretamente,
com boa oferta de horários, preço e qualidade, Lisboa e Coimbra através de
Torres Vedras, Caldas da Rainha, Leiria e Figueira? E, numa hora em que Manuel
Queiró, personalidade que reconhecidamente tem feito da defesa da Região Centro
uma luta empenhada e persistente, assumiu a presidência da CP, não devem ser
maiores as nossas expectativas, não só em relação àquela, mas também à Linha da
Beira Alta, inteira, de Vilar Formoso à Figueira da Foz?
A
Associação dos Industriais de Hotelaria e Restauração do Centro – e recordamos
o prestígio, dinamismo e influência que, anos atrás, conhecemos na sua atividade
– fundiu-se com a nacional AHRESP, para, julgam convencer-nos, alcançarem
vigor, maior força, mais massa crítica, enfim, as justificações do costume.
Percebendo bem as dificuldades presentes, desde logo anquiloses estruturais de
difícil solução, não posso deixar de lamentar, parece uma condenação, a perda
de mais uma estrutura regional, a fazer-nos lembrar o anúncio dos esparguetes
de que o bom é …
No
Metro Mondego, haja paciência, parece tudo continuar adiado, até mesmo os 15
milhões de euros do QREN que se querem destinados, não para carris, mas já para
parque de máquinas e oficinas; a autarquia inaugurou, em boa hora, o renovado
Gabinete do Munícipe, local de atendimento que, moderníssimo, viabiliza
tecnologia, conforto e funcionalidade, tudo em prol de uma proficiência no
serviço que, sem motivos de queixa, há de, por tanto, melhorar; a edilidade,
cuidado com as transferências do poder central para o local, assinou com o
Secretário de Estado do Desporto e Juventude um protocolo de cedência para
utilização (será desta?) da piscina de Celas; e, sejam quais forem as razões
que lhe assistam – ou não – é definitivamente incompreensível a decisão (?)
camarária de, num dia, retirar os transportes para o Algar aos trabalhadores
dos serviços de higiene e dos jardins, para, logo no outro, os repor: se isto é
gestão política, de recursos humanos, seja lá do que for, então…
Em
Coimbra, muitos – 18 grupos, sob organização da Associação de Folclore e
Etnografia da Região do Mondego – integraram o tradicional Cortejo dos Reis Magos,
mas eram poucos (prometo que para o ano quero não faltar) os que o recebiam; a
Cáritas reabriu, provisoriamente embora, o – para muitos, sobretudo os que
habitam na baixa –, problemático gabinete de apoio a toxicodependentes, no
Terreiro da Erva; e se quem confessa não merece castigo, então temos de perdoar
a Massano Cardoso (entretanto, mais imperdoável ainda é haver tantos, tantos
outros cidadãos que não contribuem, assim, para uma causa que deve ser de
todos) o facto de não ser, até há pouco, sócio dos Bombeiros Voluntários.
António Cabral de Oliveira
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
A 5 de janeiro ACO escreveu ...
RIO
ACIMA, SEM MOTOR
Um
estudo da Universidade da Beira Interior, com base em dados do INE, sobre a
qualidade de vida nos municípios portugueses – Indicador Concelhio de
Desenvolvimento Económico e Social de Portugal, lhe chamam – coloca Coimbra no
quinto lugar, posição indubitavelmente honrosa logo após as inevitáveis Lisboa
e Porto (tamanhas as atenções prodigalizadas pelo poder central), a cosmopolita
Albufeira e a turística (tão protegida pelo governo regional) Funchal. Das
cidades que alguns insistem terem em tudo ultrapassado Coimbra, não houve
notícia…
É
com imensa pena que continuamos a ver, em sucessão que parece não ter fim, o
corte de palmeiras atacadas por dizimador escaravelho. Um pouco por toda a
cidade, do Parque à Sá da Bandeira, passando pela Solum, abatem-se exemplares,
alguns quase centenários, que faziam parte integrante da paisagem urbana, assim
violentamente empobrecida. Sei bem que o problema não se coloca apenas a nível
local, mas em terra universitária, com tantos cientistas nos mais
diversificados saberes, seguramente também no campo da botânica, estaremos
todos a fazer tudo o que poderíamos para evitar tão desagradável quanto ainda
inevitável trabalho dos serviços de jardins da Câmara Municipal?
Santos
Cardoso deixou, “de consciência muito tranquila”, o Comando Territorial de
Coimbra da GNR, herança de uma Casa – a Brigada Territorial nº 5 – que conhecia
bem. Rosto, assim, da perda de influência de uma unidade que nos orgulhava
enquanto cidade, sobra-nos a compensação de, constatado o erro, a Guarda ter
decidido, entretanto, voltar ao anterior dispositivo, recuperando o quartel da
Cumeada, em breve, a sua antiga importância.
O
Município da Mealhada adquiriu terrenos para a instalação da plataforma rodo- ferroviária
na Pampilhosa, medida política que urge relevar quando se atenta, por um lado,
no seu conteúdo de afirmação e de aposta num futuro em que tantos descreem, por
outro, e com certeza não menos determinante, à extraordinária importância que a
concretização daquela infraestrutura pode – diria, mesmo, tem de – significar
para o desenvolvimento económico da nossa região. Um exemplo, Carlos Cabral.
O
Círculo de Artes Plásticas de Coimbra tem patente até ao fim de janeiro, nos
seus espaços da Castro Matoso e do Jardim da Sereia, uma exposição de
fotografia, retrospetiva, de Albano Silva Pereira, que, recorde-se, é o único
português entre os quatro finalistas do Prémio BES Photo 2013; a Igreja de
Santa Justa foi – muito justamente, porque é um belo templo – classificada como
monumento de interesse público, assim se protegendo um significativo espaço
urbano da cidade; e a freguesia da Cordinhã (se tal ocorre no litoral, o que
não acontecerá no interior abandonado e esquecido?) queixa-se, ao que isto
chegou, de lhe andarem a roubar, imagine-se … pinhais!
Passos
Coelho veio à Coimbra natal para, com parco aviso público – nem assim evitou,
naturalmente, os protestos a que, pelo menos, já se devia ter habituado –
visitar e elogiar o novo quase centenário Museu Nacional de Machado de Castro;
Coimbra, felizmente, não se envolveu nessa ridícula questão do bebé do ano (o
meu nasceu primeiro que o teu) já que, de facto relevante, é terem nascido
meninos e meninas, embora não no número desejável, um pouco por todo o país; e,
enquanto a S. Silvestre – foi bonito ver tantos, a correr ou simplesmente a
caminhar, a desfrutarem do desporto, atitude que muito aprecio nos outros, mas,
a mim, me cansa imenso – alcançava o máximo de participação com 800 atletas, as
duas iniciativas (não há fome que não dê em fartura) que os poderes autárquicos
promoveram na urbe para, pelo menos em matéria de fogo de artifício, de pólvora
seca, asseverar – se o ridículo matasse… – “despedida apoteótica de 2012 e
saudação clamorosa a 2013”, garantiram, neste tempo de penúria, ampla
participação popular.
António Cabral de Oliveira
A 29 de dezembro ACO escreveu ...
RIO
ACIMA, SEM MOTOR
Está
aprovada a chamada Lei da Reorganização Administrativa do Território das
Freguesias, sofisma que serve para dizer que – sempre o elo mais fraco – estão,
por agora, de entre elas, 1.165 oficialmente extintas. Depois de alcançado este
propósito político – e quanta falta vão fazer a tantos portugueses esquecidos,
sobretudo nas zonas rurais, aquelas gavinhas de proximidade –, o governo, leia-se
o ministro Relvas, pode dar continuidade ao seu desígnio maior, não me canso de
o afirmar, de, enquanto enfraquece os municípios (a passarem, neste momento
histórico, pela contingência de nomeação de gestores financeiros externos, com
direito de veto, em obscena agressão da sua autonomia e dignidade democráticas),
procurar perpetuar o adiamento da regionalização administrativa do país. Que a
Constituição – seja lá o que for que dela ainda sobra – inscreve, e o bom
senso, julgamos, parece aconselhar.
A
Direção Regional de Educação do Centro – e essa, para além de noticiadas novas
guerras do Alecrim e Manjerona, é a questão que verdadeiramente interessa –
deve fechar portas por estes dias, para se transformar em simples direção de
serviços. Com a insolência própria dos que sustentam que a crise tudo
justifica, vai-se concretizando a morte dos instrumentos da proscrita
regionalização, mesmo quando, entretanto, como me dizem ser o caso das DRE, se
conclui, internamente, no seio do executivo, pela sua indispensabilidade…
De
acordo com um estudo da Estradas de Portugal, o distrito de Coimbra (mas,
afinal, acabaram ou não?) é, na Região Centro, um dos que apresenta maior
extensão de rodovias em estado degradado. O que – basta andar por aí – não
surpreende ninguém. À semelhança, aliás, do que acontece, preocupante, e a
exigir imediata atenção da Câmara Municipal, com muitos dos pisos da cidade (um
perigo para a circulação automóvel) cada vez mais com outros e maiores buracos.
O
treinador da Académica – uma palavra, hoje, para o futebol –, não querendo
valorizar em demasia a atual classificação na Liga, diz que “nem olhamos para a
tabela”. A diferença (e, talvez mesmo, problema) é que nós, adeptos, a olhamos.
E preocupados…
Em entrevista, o comandante da PSP relevava, quando comparada com Lisboa e Porto, o paraíso que, em termos de segurança, e apesar de tudo, acrescento eu, é ainda Coimbra. Sem deslumbramentos, que frequentemente conduzem a quadros desastrosos, fruamos, e façamos por manter, pois, a nossa qualidade de vida. Entretanto, o mesmo responsável sublinhava dificuldades em termos de instalações, queixume que, afinal nos dá razão quando antecipávamos, logo à data da sua construção – não posso, assim, ser acusado de ter a mania das grandezas, antes gosto de procurar pensar mais além, eventualmente com recurso à chamada obra evolutiva –, que o edifício parecia mais adequado a esquadra local do que a comando distrital. Mas valha-nos a existência de terreno contíguo para futura (quando possível) expansão, que importa, desde já, reservar para tal fim.
Em entrevista, o comandante da PSP relevava, quando comparada com Lisboa e Porto, o paraíso que, em termos de segurança, e apesar de tudo, acrescento eu, é ainda Coimbra. Sem deslumbramentos, que frequentemente conduzem a quadros desastrosos, fruamos, e façamos por manter, pois, a nossa qualidade de vida. Entretanto, o mesmo responsável sublinhava dificuldades em termos de instalações, queixume que, afinal nos dá razão quando antecipávamos, logo à data da sua construção – não posso, assim, ser acusado de ter a mania das grandezas, antes gosto de procurar pensar mais além, eventualmente com recurso à chamada obra evolutiva –, que o edifício parecia mais adequado a esquadra local do que a comando distrital. Mas valha-nos a existência de terreno contíguo para futura (quando possível) expansão, que importa, desde já, reservar para tal fim.
Anuncia-se
(mais) uma rotunda na Estrada da Beira, no cruzamento com a Paulo Quintela,
como forma, supõe-se, de minimizar – mas apenas em parte, receio – as
dificuldades tráfego que ali se verificam. Julgando que seria melhor solução a
construção de uma terceira via, central, apenas para servir os fluxos de
trânsito que, originários do Alto de S. João, desejem cortar à esquerda, ou,
mais simples, rápido e económico, o marcar de um traço contínuo em toda a sua
extensão, obrigando a uma circulação entre as rotundas da ex-Makro e Monsenhor
Nunes Pereira, quero, contudo, acreditar na solução técnica da divisão de
trânsito da CMC. Mas também quero não voltar a ficar parado, tempos sem fim,
atrás de quem intenta, justamente, cortar para aquelas artérias e tem de
esperar por rara oportunidade nas filas vindas dos lados do Calhabé…
Porque,
na presente conjuntura, não poderemos augurar, em verdade, como era da
tradição, um Próspero Ano Novo, votos, para todos, de um Bom Ano 2013.
António Cabral de Oliveira
António Cabral de Oliveira
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