domingo, 6 de junho de 2010

Elisokas, uma "Nela" do Século XXI?

A personagem que acompanha, num passeio matinal em pleno Hotel do Facho, a ideóloga e fundadora da versão on line da Maré Cheia é sem dúvida uma das mais permanentes e entusiásticas colaboradoras deste pasquim electrónico, marcando todas as suas intervenções com um estilo que, para mim, é o melhor exemplo de como a tradição literária pl continua bem viva. Extremamente parecida com a sua Avó MNL, Elisokas é uma espécie de versão século XXI das angústias pré-adolescentes de Nela, a protagonista da saga e eu... Se repararmos bem o irritante english boy e o fantástico mago das trevas poderiam perfeitamente enfileirar junto das colegas e das professoras daquela rapariga loira que veio viver para uma cidade extremamente parecida com Coimbra. E até os (poucos) erros ortográficos que, por vezes, salpicam os óptimos nacos de prosa de Elisokas fazem lembrar a escrita (pouco dada a gramáticas) da sua Avó. [Já sei que este último comentário me vai valer a excomunhão da família, mas um crítico digno desse nome tem de ser tão duro e imparcial como o Gaspar Simões...].
Parabéns Elisa e Beijinhos Grandes e Muito Amigos dos primos e tios de Évora!!!

PARABÉNS!!! :)

Este é um dia especial, pois hoje faz anos a mais jovem das PL colaboradoras do Maré Cheia!




Lemos sempre – todos, e com a maior atenção – os seus posts, onde ficamos a saber novidades de Palmela, da Casa da Blé, da escola da aniversariante de hoje e de alguns dos seus muitos animais!




Irá ela escrever, em breve, mais um, descrevendo o seu aniversário? Esperemos bem que sim!;)




Sabendo bem que a aniversariante adora – e muito bem! – fazer anos, esperamos que tenha um dia óptimo, uma festa divertida e prendas bem giras! :)




A família PLCO – que hoje está em viagem, pois a Ni chega de Bilbao – não quer deixar de assinalar os 11 anos desta PL, que muito orgulha o clã!




Beijinhos

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fantástica prenda!



Os anos passam por mim como os marcos quilométricos da auto-estrada passam por nós quando vamos a cento e muitos (é melhor não ser muito específico nesta matéria, para não ficarmos mal na fotografia). Parece que foi ontem quando fui pela primeira vez para a infantil (Cortiço, não era?), no Bairro de São Bento, em Santarém. Perto do Liceu Sá da Bandeira e da Escola Primária. Lembro-me muito bem dos sacos de pano (de formato semelhante aos sacos dos guardanapos) onde se levava o pão com marmelada ou com mel, para comer à hora do lanche. Pois já se passaram 44 ou 45 anos! Inacreditável!!!!!!!!!!........
Escusado será dizer que fiquei completamente inchado com os textos e fotografias postados na MC. Claro que há muitos exageros, próprios de quem torce por aqueles que pertencem ao mesmo clã, mas sabe sempre bem de vez em quando receber uns elogios. Os textos e as fotografias são geniais. Fartei-me de rir. Fiquei todo babado e com os olhos lavados em lágrimas. Naquele momento senti-me importante. Fui à varanda e gritei: I’m the King of the World! (Como o James Cameron, quando ganhou o Óscar para o Titanic). Só posso agradecer a fantástica prenda que recebi.
Junto uma fotografia do bolo de aniversário (feito pela irmã de uma enfermeira do HPV).
Muito Obrigado a todos!

quarta-feira, 2 de junho de 2010




NB: o Tintim no US open não foi montagem minha, mas de um aficcionado tintinófilo que dedica tempo (e um blog) a esta e outras simulações do género

terça-feira, 1 de junho de 2010

O MEU PADRINHO MECENAS

Hoje – como é por todos os PL bem sabido – faz anos um dos mais entusiastas redactores do “Maré Cheia”, e um dos principais animadores das dinâmicas familiares (não é por acaso que é a ele que cabe, ano após a ano, o, cada vez mais bem sucedido, fim de semana na Foz do Arelho!).
Mas, neste dia festivo, como tecer algumas considerações sobre ZN? Podíamos, entre várias outras características, falar na sua imensa solidariedade para com toda a Família – que faz da sua casa um agradável poiso na capital, sendo, por exemplo, à sua enorme solicitude a que recorremos quando um avião chega a desoras (ou quando há um qualquer problema informático!) –, ou na sua (quase) infindável paciência e solidariedade para com todos nós, ou na atenção que reserva a todos os pormenores. Ou podíamos enaltecer as suas qualidades: ZN é um distinto parente de Carlos Reis, desenhando com facilidade e inegável talento (e originalidade – o que não é tão frequente quanto se pode imaginar à primeira vista…); ZN tem um incontestável dom (que constantemente me pasma: na passada semana DESMONTOU O CORRIMÃO!) para o “bricolage”; ZN tem uma profundíssima cultura em diversas áreas (que vão da vulcanologia à matemática, da cartografia à história marítima); ZN é um aplicado jogador de ténis, etc, etc…
Mas (talvez um pouco egoisticamente) prefiro falar de ZN enquanto meu Padrinho e extraordinário apoio na capital – desde sempre, mas, sobretudo, de há uns anos a esta parte. Isto porque:
1) Foi graças a ZN que eu comecei a gostar e a conhecer Lisboa (e funcionou! Porque fiquei a gostar realmente muito da cidade!;)). Já durante a faculdade, era para casa dele e da Ana Cláudia que eu ia passar uns dias depois de cada época de frequências, os quais me sabiam sempre incrivelmente bem!
2) É graças a ZN que eu consigo ESTAR em Lisboa, para as inúmeras exigências da Nova e do meu orientador. Se não fosse a sua casa de porta sempre aberta (e jantar na mesa – mesmo que os profs estiquem as aulas até às 8.45!), acho que não o conseguiria fazer!
3) É também graças a ZN – que me fez sócio com uma extraordinária rapidez! – que descobri a SGL! E, hoje, praticamente não consigo imaginar como seria a minha vida na capital sem estas duas “âncoras” (a casa do ZN e a SGL). É no ambiente do “Centaur Club” do Blake e Mortimer (que a SGL recria na quase perfeição) que não só pesquiso várias velharias sobre a Índia, que estudo várias tardes por semana (sob o olhar complacente de Rodrigues Galhardo e Roberto Ivens, que contemplaram, ao longo deste ano, o meu aborrecido estudo de comunitário!), e que levo a almoçar as pessoas com quem tenho ou um especial grau de amizade, ou uma especial deferência;
4) È, ainda, o ZN que (não sei muito bem onde!) descobre raridades bibliográficas extraordinárias sobre a Índia – e, mais concretamente, Goa! Basta pensar num exemplo: quando todos se lamentavam por em Portugal não se encontrar uma reedição do clássico do Lopes Mendes, já eu tinha um, dado pelo ZN! Ou outro: quantas invejas não tem gerado a fantástica carta de Goa que o ZN me deu, onde não falta uma aldeola, por muito humilde que seja, nem uma estrada, por muito torta que fosse!
Ou seja, em Lisboa o ZN dá-me guarida, proporciona-me um lugar de estudo excelente, e contribui activamente para a minha investigação. E, se a isto juntarmos a sua solidariedade (como, por exemplo, aparecer no ISCSP na minha primeira apresentação “em público”!) e amizade constantes, e o facto de ter sido (e continuar a ser) ZN um dos responsáveis por dois dos meus principais “interesses paralelos” – desenhar (os meus primeiros pastéis foram herdados dele) e BD (a minha tintinofilia militante, e o meu gosto pela BD franco-belga são MUITO devedores de ZN) – facilmente se conclui que ZN é muito mais do que um Padrinho “normal”: é um dos mais activos “mecenas” da minha “aventura goesa-lisboeta”!

PARABÉNS ZÉ!!!

Priiiiiii...no limiar do meio século!































ZN faz hoje (pronto, não é hoje, ainda falta uma hora, mas como vi que alguém já estava a querer ser a primeira a dar os parabéns, tive de me despachar...) quarenta e nove anos e no entanto não parece nada. A sua permanente boa disposição (apenas interrompida por algumas raríssimas fúrias que têm tanto de inexplicáveis como de passageiras) dever-se-á talvez ao seu nunca renegado espírito escutista que de resto lhe valeu uma das suas mais esquecidas alcunhas: o Priiii, cognome que deriva do uso do apito que fazia parte da uniforme daquele que foi membro destacado da Patrulha Gato (ver post anterior). Cinco anos mais velho do que o vosso escriba, ZN sempre foi extremamente protector do seu mano mais novo (gosto tanto desta foto que hoje volto a publicá-la). Disse foi? Deveria ter dito: é. Um exemplo entre muitos outros possíveis: já era eu Pai de família quando disputava um mais acalorado encontro de ténis na Boa Hora, em Lisboa. Era um daqueles jogos por equipas em que muitas vezes há algumas quezílias e discussões. Faz parte do contexto e, bem vistas as coisas, não é nada de grave. Ora, estava eu a discutir se uma bola era dentro ou fora com o meu adversário (e também com alguns colegas deste - e foi isto que irritou sobremaneira ZN!), quando oiço uma voz enérgica mas familiar dizendo «Quem está fora racha lenha!!!». Era o meu primeiro treinador de ténis que, vindo não se sabe bem de onde, chegava em defesa do seu antigo aluno. O ZN é de facto das pessoas que eu conheço que mais sabe do desporto das raquetas (embora às vezes julgue que sabe mais do que realmente conhece - Ok, estou a brincar...) e, para além de treinador e dirigente na gloriosa e respectiva secção da AAC, ainda é das pessoas com quem gosto mais de jogar (até porque lhe ganho sempre - tá bem, prometo que não gozo mais!). Um dos jogadores preferidos de ZN era o argentino Guillermo Vilas, também conhecido como o tenista-poeta e, se lerem o post de há dois dias atrás, perceberão por que motivo esta associação não é fortuita. Mas o backhand de ZN é realmente dos mais correctos que eu já vi.
Os gostos musicais de ZN sempre foram exigentes (sobretudo quando ouvia os meus sábios conselhos - esta foi a última!). Lembro-me da sua grande admiração pelos verdadeiros FabFour de Liverpool que teve até a oportunidade observar live no Pavilhão do Restelo. Dessa vez eu não fui, mas recordo as minhas idas a Lisboa para o acompanhar aos brutais concertos de John Cale (Aula Magna) e Lloyd Cole (Dramático de Cascais). Até nisso se vê como ZN era o irmão mais velho que todos gostaríamos de ter e que eu, felizardo ingrato, tenho. Mas a sua generosidade estende-se aos sobrinhos: cf. a foto em que, ladeado por mim e JM, ele vibra com as prestações rugbísticas do seu homónimo do CRE. Convenhamos que nos gostos literários ZN nem sempre primou por idêntico rigor (nunca percebi a sua fixação nalguns escritores como o Kerouac e o seu chatíssimo On the Road), mas é sem dúvida um grande especialista em banda desenhada, quer como leitor (admirador de Hugo Pratt antes de quase toda a gente que hoje o é!!!), quer como criador (não é em vão que, no Teatral, é apresentado como o Pai da BD).
O ZN é, last but not the least, o PL mais PL que há. O que mais se preocupa com todos os membros da Família (deve gastar fortunas em contas telefónicas...) e, também por isso, um dos mais activos e brilhantes colaboradores deste blog.
Grande Abraço de Parabéns, ZN!!!

PARABÉNS ZN!

Foi em 1961 que ZN nasceu (na foto ao colo da sua madrinha a fingir)..


Em bébé era muito sossegado ... mas rapidamente começou a dar que falar.















Rodeado por tantos manos e primos, conseguiu rapidamente deixar a sua marca em algumas das cenas mais emblemáticas da nossa família.



Quem não se lembra do «Morde tigre!»?

O P de certeza que pode esclarecer os mais novos.

E a cena do elevador da Casa Africana?

E a «sandália assassina» nas passadeiras da Foz do Arelho?


Mas, justiça seja feita, é um dos PL's mais atentos à família e um padrinho fora de série!




É um adepto de actividades ao ar livre.


Dos Lobitos, dos Campos de Férias e, naturalmente, do Ténis.


Também gosta de desenhar, de escrever e de «poetar».


Um dos seus textos poéticos foi ilustrado pelo Fred e editado em poster.



O próprio Fred dizia que ZN tinha (e tem, como nós sabemos) uma sensibilidade artística muito especial.


Gosta de Matemática, de praia e de vulcões e ... detesta desarrumações!


Sofria bastante quando partilhava o quarto com um PL menos organizado ...




Parabéns ZN, PL número 7, pelos teus 49 (7 ao quadrado, reparem na coincidência) anos!


Beijinhos e abraços de Coimbra.



P.S.: Quem sabe o quer dizer «camioneta» em linguagem ZN?