

Algumas línguas viperinas justificam o seu esquecimento dos aniversários dos amigos e dos familiares (designadamente afilhados) com o estafado lugar comum de que se não deve dar os parabéns antes do grande dia. Outros mentem desta forma: "Estive imensas vezes para te ligar, mas aconteceu sempre alguma coisa que me impediu de o fazer..." Enfim, desculpas para não reconhecer o indesculpável, pois nada acontece de mais relevante nessas datas.
Este post tinha de ser eu a escrevê-lo (e, por isso, uma vez mais jogo na antecipação), até porque a madrinha de letras anda muito pouco prolixa (até quando, menina Tx?), pois não abdico da minha função de Godfather.
Antes de mais, uma verdade irrefutável: a senhora da foto é, sem dúvida, a cientista PL mais à la page na comunidade científica internacional, tal como pudemos confirmar no post do passado dia 21. Aliás, proponho desde já criar-se uma comissão científica, com representantes das mais famosas universidades do mundo inteiro, para Maré Cheia. Assim, este mísero pasquim blogueiro passaria a constar da lista de revistas com per-review (é assim que diz, não é?) e o artigo da nossa N. passaria a ostentar mais uma citação no seu currículo. Sugiro até que o blog se passe a chamar At high tide, para dar um ar mais estrangeiro à coisa.
Agora falando de coisas (só muito ligeiramente) mais a sério, está na altura de responder à pergunta do título: quem venceu o prémio Rowenta 2004? Perguntará o leitor: mas quem é o Rowenta na vida? E reparará (se ainda não tiver adormecido com esta desinspirada prosa...) que esta pergunta tem um tom claramente talinha. Ora, eu respondo já: não faço ideia. Contudo, tenho a impressão, isso sim, de que a N. deve ter sido de certeza a única concorrente a este galardão (esta foi uma das duas palavras com que sempre sonhei escrever num jornal, a outra era certame - pronto, já estão publicadas as duas... claro que isto não é propriamente um jornal, mas enfim...), pois, caso contrário, como poderia algum júri ter dado o 1º prémio a uma pérola como esta: A Rowenta e os Filmes Castello Lopes Unidos/são divertimento e qualidade garantidos!? Vendo bem, esta frase é genial. Repare o estimado leitor como N. consegue combinar, numa síntese perfeita e verdadeiramente única, um tom contestatário típico das manifestações do prec ("unidos") com o que seria, vamos lá, um slogan publicitário de amortecedores para automóveis ("divertimento e qualidade garantidos"). Porque, de duas, uma. Ou os secadores não são nada divertidos (agarram-se aos cabelos ou coisa que o valha - expressão também bastante talinha) ou os filmes não são Castello Lopes, de certeza absoluta.
Por outro lado, é importante não esquecer que N., seguindo uma provecta tradição PL, é também uma especialista em (teoria do) ténis, como se pode comprovar na imagem que encabeça este texto. Enfim, mais uma daquelas (pequenas) mentiras que se dizem sob o efeito etílico das Queimas. Caso eu tivesse tido direito a caricatura, se calhar aparecia lá que eu era o Michael Phelps!
Por isso, com um dia de avanço, não vá eu me esquecer amanhã: Muitos Parabéns N. do padrinho babado JT!

É possível que muitos não saibam e que outros já não se recordem, mas claro que eu não me posso esquecer deste meu pequeno trauma. Durante muitos anos (embora com cada vez menos frequência, felizmente), sempre que havia uma festa PL, alguém dizia: "Ó JT, um discurso...". Qual a origem deste episódio da nossa petite histoire?




